segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Natal.

Tempo de família, de partilha, tempo de deixar para trás rancores, tristezas e desilusões.

Felizes aqueles que podem partilhar, que podem oferecer;

Felizes aqueles que se rodeiam de amor, de amizade;

Felizes aqueles que se juntam à roda de uma mesa, entre correrias e gargalhadas de crianças.

Felizes aqueles que sabem perdoar.

Felizes aqueles que sabem agradecer o que têm.

Por tudo isto, eu sou feliz.

Para mim, a família é tudo! Preenche-me, enche-me de atenção e carinho, todos os dias da minha vida e por isso sou grata.

Os meus pais, o meu filho, os meus sobrinhos a quem quero tanto como se fossem meus…os meus irmãos, cunhados, tios, primos, afilhados e amigos. Verdadeiros amigos que apesar da distância que às vezes teima em se afirmar, temporal e física, estão lá, estão sempre lá.


Bem hajam e FELIZ NATAL!


MM

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

QUE DIA LINDO DE INVERNO!


BOM DIA!!!!!
Faz hoje dois anos que a vi partir…

Mulher linda, com uma força incrível, doce, muito doce.

Cheiro a água de rosas;

Pele macia;

Mãos lindas, sempre geladas;

Muito arranjada, muito bem pintada, sempre muito bem cuidada;

Exigente, organizada, presente, dedicada;

Meiga, tão meiga…

Dizem que sou parecida com ela, haverá maior elogio?


Essa mulher era minha avó.

A minha avó Mitó.

A nossa Mitó!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Arriscar!

À medida que envelhecemos as oportunidades de mudança vão sendo cada vez menores, e quando surgem instala-se o medo, a insegurança! Avaliamos, reavaliamos, ponderamos, fazemos contas…a cabeça fica a mil!

Custa a acreditar, mas deixámos de ser aqueles jovens inconscientes, sonhadores, aventureiros, optimistas, que se lançam sem rede em busca de uma nova aventura.

Agora já não estamos sozinhos. Há a família e com ela as responsabilidades, que deixam pouca ou nenhuma margem para o risco.

Dúvidas e questões à parte, indecisões e medos, acredito que quem não arrisca não petisca! Acredito que nada acontece por acaso!

Se a oportunidade surge foi Deus que a providenciou. Para nos atormentar? Não me parece!Para nos testar? Dependerá muito das situações, certamente. O importante será saber distingui-las e não deixar que fujam, poderá não haver outra!

Começar de novo!

Soa bem. E por que não?

MM

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Agora o silêncio!

Ausência de som, de palavras,

Silêncio sem explicação.

Apenas o silêncio.

Não o silêncio apetecido no final de um dia atarefado,

Não o silêncio desejado por um corpo cansado.

Apenas o silêncio.

Aquele silêncio que magoa, porque chegou sem aviso;

Aquele silêncio que grita desilusão;

Aquele silêncio ensurdecedor, porque não entendido;

Aquele silêncio com sabor a solidão…

Apenas o silêncio.

Silêncio…Vens para ficar?

Não te abri a porta,

Não te convidei a entrar,

Não sejas insistente, atrevido, impertinente,

Silencio, não me faças esperar!

Vá, segue o teu caminho,


Sei onde te encontrar…

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Felicidade, uma ilusão?

Na verdade, nunca estamos satisfeitos. Por mais ou melhor que tenhamos, nunca é suficiente, falta sempre qualquer coisa.

Quantas vezes nos encontramos a desejar o que não temos? É tão fácil!
Uma casa melhor, um carro, aquele telemóvel, aquelas roupas? Ser mais magro ou mais gordo, mais alto ou mais baixo, com o cabelo liso se o temos encaracolado, encaracolado se o temos liso?

Difícil é sabermos, termos a capacidade, a humildade, de agradecermos tudo aquilo que temos e sermos gratos por isso.

Saber ser feliz?

Sorrir, rir, gargalhar, conversar, estar entre amigos, entre família...

Uma música perfeita, num momento único;

Uma palavra certa num momento menos feliz;

Um banho quente num corpo cansado;

Um beijo doce num dia amargo;

Um abraço apertado de um filho...

Momentos de felicidade!

A felicidade não é, não pode ser nunca, plena, total, permanente, absoluta. Quem procura incessantemente a felicidade eterna, jamais poderá ser feliz.

Felicidade é vermos os outros crescerem e crescermos com eles. É sabermos aceitar o mau como parte da nossa aprendizagem e não deixar que se repita. É conseguirmos rir de nós mesmos e com os outros. É saber agradecer e desfrutar cada momento como único, sermos verdadeiros, darmos tudo de nós e não esperar nada em troca.

Saber ser feliz é um direito, mas também um dever!


MMarques

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Loucura

Já alguma vez cometeste uma loucura?

Perdeste por completo o juízo?

Fizeste aquilo que julgavas não ser capaz?

Já alguma vez quebraste as regras?

Passaste a barreira do razoável, do aceitável?

Ultrapassaste o que julgavas ser o teu limite?

Conseguiste libertar-te por completo de preconceitos, da razão?

Já alguma vez te entregaste à magia, ao desconhecido?

Como te sentiste?

Decerto que não muito bem contigo próprio se foi imoral;

Provavelmente um herói se ultrapassaste as tuas barreiras para fazer o bem;

Certamente único se foste inovador;

Seguramente um aventureiro se foi algo que pensaste nunca fazer;

Evidentemente fantástico se foi mágico!

E se aquilo que fizeste, embora moralmente errado, te fez sentir bem, completo?

Esperas o castigo, a acusação, ou consegues seguir em frente?

E se aquilo que fizeste te preencheu e te fez sentir feliz?

Tentas de novo, ou és daqueles pessimistas, cobardes, que acredita que o óptimo não tem lugar uma segunda vez?

Loucura!

“De sábio e de louco, todos temos um pouco” – Ditado Popular

“Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença” – Anatole France

“A mais subtil loucura é feita da mais subtil sensatez” – Michel de Montaigne

“Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras” – Marcel Proust

Se nunca cometeste uma loucura, não deixes para amanhã, pode ser tarde!


MMarques

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Depois de vários comentários, depois de tanto me questionarem o porquê da criação deste Blog, vejo-me na obrigação de dar uma explicação aos meus assíduos e queridos leitores (pai e mãe, ainda bem que existem!...)

Obviamente, e como todos sabem, é uma questão de moda! Quem hoje em dia, não tem o seu próprio Blog? - Ah, mulher moderna, actual!

Pois se até o meu cunhado foi capaz de criar um, por que não eu????

Quem me conhece bem sabe que sempre gostei de escrever, cantar e falar. Como cantar já não posso (só no duche e baixinho) e falar não me deixam (nunca entendi porquê), escrevo! Já o faço há muitos anos, a nível pessoal, uma espécie de diário.

Como há muito andava com vontade de escrever outro tipo de textos e de os partilhar, criei este Blog “Registos”, que não pretende ser mais do que isso mesmo, à semelhança de páginas soltas, com ou sem sentido, muito ou pouco sérios, pessoais e impessoais, com ou sem censura.

A verdade é que muitos dos textos que foram publicados nos primeiros dias, foram escritos há muuuuito tempo.

Ora quem tiver alguma paciência, e desejar partilhar “alguma coisa” comigo, pois que os leia e comente!

De alguma coisa já serviu (para além do gozo que me está a dar)! Dois desafios me foram impostos. Um deles já concretizado (muita doida!) e outro ainda por concretizar, de forma mais séria, a longo prazo. Quem sabe um dia partilhe convosco…

Bjs

MM

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Perfil do Funcionário Público!


O F.P chega sempre à hora certa…Pica o ponto e vai passear!

Começa a trabalhar uma hora depois, com muita calma para não stressar (e só se o “jurássico” do seu computador deixar).

Vinte minutos depois, um “piqueno” intervalo…um café, um cigarro, alguma conversa de corredor.

Ligado à net, vê filmes no You Tube, lê as anedotas enviadas por mail pelos seus amigos, conversa no Messenger, consulta a página desportiva…

O F.P preenche quase tudo à mão e só sabe utilizar uma ou duas funções do Windows, caso contrário o trabalho que tem para duas semanas far-se-á em duas horas, há que arrastar…

O F.P só faz uma tarefa de cada vez. Fazer uma tarefa que não lhe compete, só por requerimento.

O F.P não é pago o suficiente para pensar, pelo que qualquer questão não estudada ou pré-estabelecida, ficará sem resposta.

O F.P é decididamente prestável! Faculta aos utentes, sempre que pode, uma visita turística gratuita pelos serviços:

1. Ao telefone, o F.P fará a gentileza de encaminhar a sua chamada pelo menos por cinco sectores.

2. Presencialmente, ser-lhe-ão oferecidas senhas de várias cores (o que é sempre giro) e poderá passear-se de piso em piso, guichet em guichet! Com alguma sorte, ainda lhe oferecem novas fichas para mais uma voltinha, a utilizar no dia seguinte!

O F.P fala monossilabicamente para poupar palavras e monocordicamente para não se atrapalhar.

O verdadeiro F.P nunca se ri… a não ser dos outros.

O F.P não leva trabalho para casa pois anda de transportes públicos e os papéis podem amachucar-se, ser roubados, ou sabe-se lá que mais, é um risco! Mas passeia-se sempre com uma pasta ou com um saco… para enganar!

O verdadeiro F.P nunca se atrasa. Sai sempre a horas. Com algum jeito, duas ou três vezes por semana fica mais um pouco, com pretexto de ter excesso de trabalho e depois…exige horas extraordinárias!

O autêntico, único, F.P consegue ser mais esperto do que os outros. Astuto, provoca um acidente em serviço (pouco grave, claro), faz queixa dos seus superiores alegando condições precárias no trabalho e põe baixa!

Revês-te nete perfil? Então preocupa-te!

E ainda me perguntam porque não fico neste serviço para o qual fui requisitada, mais do que dois anos????

Isto pega-se! Acreditem porque já vi acontecer!

No dia em que revelar sintomas como os atrás descritos, por favor ponham-me na ordem! Quaisquer pares de estalos poderão resolver a situação…

MMarques

terça-feira, 18 de novembro de 2008



Fico completamente estarrecida com a boa educação, boa formação do povo português!

Não que seja muito viajada, mas do pouco que conheço, pelo que leio, pelo que me é dado a conhecer, neste campo, nós os portugueses somos os maiores!

Ontem, enquanto regressava a casa de boleia com a minha amiga Rita, presenciamos uma cena que ilustra bem o comportamento do povinho (desengane-se aquele que pensa tratar-se apenas de um episódio infeliz).

Estávamos paradas num semáforo na rotunda da Praça de Espanha. Quando este ficou verde, a Rita não arrancou no primeiro segundo, mas ao segundo, o tempo suficiente para engatar a 1ª. O condutor que estava atrás, num bruto carrão, homem dos seus 60 anos, apitou ruidosamente. Ultrapassou-nos bruscamente e ainda teve tempo para abrir o vidro e proferir umas simpáticas palavras, tais como “Sua filha da puta, vai p´ro caralho”! Lindo!

Penso que nesse mesmo dia, ou no anterior (já não me recordo) na Avenida da Igreja passeava descontraído e vagaroso um velhinho com ar amoroso e pacato. Sem sequer dar por isso, deu um leve encontrão a uma senhora bastante nova. Pois não querem crer que a dita disse prontamente qualquer coisa como “seu velho anormal, estúpido, não vê por onde anda?”

Lembro-me de há uns tempos, na fila do Pingo Doce, numa daquelas caixas prioritárias, ter-me afastado para dar lugar a uma grávida. Para mim, este acto não seria de estranhar, seria sempre um procedimento normal e correcto. Estranho foi o facto da senhora insistentemente me ter agradecido, dizendo que era a primeira vez que alguém lhe tinha dado prioridade, que nem nos transportes públicos as pessoas lhe davam lugar, ela tinha de pedir e mesmo assim havia quem se recusasse.

Mas o que se passa com as pessoas???

Estarão as pessoas assim tão desesperadas, tristes, mal consigo próprias, chateadas com tudo e com todos?

As pessoas reagem ao milésimo de segundo, à primeira provocação, à primeira contrariedade, como se fosse a coisa mais grave do mundo. Será só uma questão de formação, de boa educação?

Meus amigos, amanhã podem estar mortos! (desculpem a franqueza!) A vida é para ser vivida da melhor forma possível. Ser carrancudo, franzir o sobrolho, mal dizer, faz cabelos brancos e rugas. Rir também, é certo. Mas mil vezes uma cara cheia de rugas de tanto rir!

Como diz o Manifesto da Frize:

“Ri-te pá!; Ri-te porque faz bem ao stress; Ri-te porque não adianta chorar; Ri-te porque rir dói menos; Ri-te porque a rir ficas mais bonito; Ri-te morcão; Ri-te Macambúzio, Ri-te seu trombudo; Rite pá!”


MMarques


Dou a mão à palmatória: Afinal os homens conseguem ser muito úteis!

Claro que não me refiro à sua "utilidade" enquanto machos reprodutores, enquanto sedutores e amantes, essa é inquestionável! Falo daquelas outras questões em que eu, mulher solteira, habituada a estar sozinha, gosto de afirmar que domino e que deles (dos homens) não sou refém... (a não ser que faça aquele velho truque para os conquistar...o truque da Loira Burra - "Ai, a cortina caíu, e agora? Podes ajudar-me?" "Fiquei às escuras, a lâmpada fundiu-se...Podes cá vir?")

Eu, sempre tão desenrascada, habituada a carregar com bilhas de gás, montar móveis, fazer até instalações eléctricas, mudar pneus de carro (verdadeira expert), hoje, perante a minha “incompetência” (lá vem esta palavra que me persegue) fui obrigada a chamar um homem! E porquê? Computadores!

Esses bichos electrónicos com cérebro, com vida própria, tiram-me do sério (apesar de não já não vivermos sem eles...)

Ele, o homem? Resolveu a questão em cinco minutos, com apenas um clic! O que me irritou ainda mais!!! Seria assim tão fácil?

Como se não bastasse, findado o trabalho, ainda me olhou com aqueles olhos quase paternais, de compaixão, como quem diz “deixa, há coisas que vocês mulheres nunca hão-de compreender, dominar ou fazer...”

Podia ter-me servido de lição, ter ficado atenta e aprender, mas não! Deixei-me distrair pela sua habilidade, pela sua segurança...Por...

Para minha frustração sei que, quando o estupor do meu computador começar novamente a querer falar comigo a língua dos bites ou dos mega, essa língua de trapos usada pelos cibernautas, eu irei voltar a gritar por um homem!

Não sou de todo daquelas feministas que defendem direitos iguais entre os homens e mulheres a todo o custo, tentando abolir o cavalheirismo. De forma alguma! Gosto de ser apaparicada por "eles", gosto daquelas pequenas atenções que fazem a diferença: o abrir a porta, o escolher o restaurante, o pagar a conta, o preparar de surpresas...Mas também gosto de não ter que depender "deles", simplesmente isso!

MMarques


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Naquele momento, sem esperar, ela olhou para ele como se o visse pela primeira vez. Conheciam-se há muito, mas foi naquele dia quente de Verão, ao cair da tarde, perante uma paisagem se sonho, que ela decidiu que ele havia de ser seu. E foi.

Depois de o conquistar, permaneceram juntos durante anos. Aprenderam a amar-se, a conhecer-se. Superaram desafios e desventuras. Eram como duas almas numa só. Tão diferentes um do outro, cada um com os seus defeitos, as suas qualidades. Riam, choravam juntos, respeitavam-se. Foi assim durante anos, até ao dia em que tudo mudou...

De uma hora para a outra ele olhava para ela e não a via, ela falava e ele não escutava, as palavras tornaram-se amargas. Eram agora desconhecidos.

De comum acordo, separaram-se e seguiram com as suas vidas. Não havia volta a dar. Esta era uma história com um final pouco feliz, agora encerrada.

No entanto, prometeram apoiar-se, estar presente nos bons e maus momentos. Acontecesse o que acontecesse, viesse quem viesse, respeitariam sempre a memória de um amor vivido em pleno e não deixariam nunca que a sua decisão viesse a prejudicar o crescimento, a felicidade daquele que os ligaria para sempre, o seu filho.

Com o passar do tempo, a promessa foi esquecida. Hoje quase não falam e quando o fazem as palavras ferem, magoam. Deixou de haver respeito, tolerância.

Teriam eles mudado assim tanto?

Provavelmente não. Olham-se agora indiferentes, questionando o que é feito da pessoa que outrora amaram. No entanto, essa pessoa continuará ali, igual a si mesma, ao que sempre foi. Difere apenas o contexto. Agora não estão apaixonados…

A paixão altera a nossa consciência, turva a nossa visão, baralha-nos os sentidos. Quando passa, pode dar lugar ao amor, a uma enorme amizade, ao respeito, ou tão simplesmente à desilusão.

Respeito! Aquele sentimento que devemos a quem nos criou, a quem nos trata bem, a quem partilhou grande parte da nossa vida e a quem continuará a fazer parte dela (quer queiramos, quer não...).

O diálogo podia ser tão fácil...Em vez da acusação, a questão, em vez de complicar, facilitar, em vez de falar, ouvir, em vez de agredir, respeitar!

Se não for por cada um deles, como seres individuais, que o façam por aquele que nunca foi ouvido: O filho!

MMarques

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O dia a dia de uma jovem mãe mulher

6 Horas. Toca o despertador. Só mais 5 minutos…OK!

Um banho rápido. Acordar o filho.

Fazer o pequeno-almoço, preparar o saco com o lanche para levar para a escola.

Vestir, maquilhar, pentear. O filho, esse já se veste sozinho (graças a Deus...).

Deixar a cozinha arrumada e fazer as camas. A mochila está pronta? A chave do cacifo, telemóvel, os remédios tomados? O equipamento de ginástica, do futebol? Podemos ir!

Deixar o miúdo na escola. Seguir para a estação, procurar lugar para o carro, apanhar o comboio e depois o metro (uma hora de caminho).

No trabalho, a azáfama do costume. Telefonemas e mais telefonemas, ofícios, informações e reuniões. Resta tempo para engolir um iogurte ao almoço e tomar 1 café na rua, para arejar.

Não esquecer: Ligar aos pais para saber como estão; marcar consulta no dentista; marcar consulta no pediatra; ligar ao pai do filho a avisar o dia da consulta; pagar as contas da casa; ligar ao centro de estudos para avisar que o filhote tem que sair mais cedo; ligar ao treinador para garantir que tem boleia…

18 Horas. Apanhar o metro, de novo o comboio, pegar no carro e ir buscar o filho (mais uma hora…)

Chegar a casa, pôr a criança no banho, fazer o jantar.

Todo o minuto conta. Enquanto se faz o jantar, entre o fervilhar da água ou do grelhar da carne, estender a roupa, pôr a mesa.

Jantar e conversar.

Levantar a mesa, lavar a loiça, arrumar e limpar a cozinha, guardar os restos do jantar em caixas, preparar o lanche para o filho levar para a escola, preparar as roupas para o dia seguinte. Recolher a roupa suja, preparar mais uma máquina, arrumar a casa de banho.

“Mãe, preciso de estudar; Mãe, preciso de ajuda para fazer um trabalho de pesquisa na internet; Mãe, amanhã tenho uma visita, preciso de dinheiro; Mãe…”

O supermercado está quase a fechar. Pegar no carro de novo para comprar leite, cereais, vegetais, fruta…

Chegar outra vez a casa. Não há lugar para o carro, só na outra rua, lá longe. Pegar nos 3, 4, 5 sacos, a arrastar. Arrumar as compras.

Bolas, a sopa acabou, ainda há tempo para a fazer. Enquanto se espera que ferva, há que engomar, cerca de 10 a 20 peças de roupa, para não acumular. As meias brancas estão encardidas, toca a esfregar.

Dar de comida ao gato, mudar a areia e despejar o lixo.

Despir, lavar, desmaquilhar, vestir a camisa de noite. Falar mais um pouco com o filho, dar as boas noites.

Ler. Três, quatro, páginas no máximo, não dá para mais, antes de “desmaiar”!...

Cansados? Também eu!!!

O marido? Ai, esse tem que trabalhar…Quando chega a casa, precisa de descansar!

MMarques

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Almas gémeas, Karmas cósmicos?

A revista Happy deste mês, trazia vários artigos sobre o tema, o que parece ser recorrente. Artigos sobre compatibilidades românticas, signos, astrologia, numerologia…

Confesso que, apesar de não ser compradora deste tipo de revistas, me dá um certo gozo ler este tipo de coisas.

Acreditar? Pouco. Sou céptica em relação a uma eventual predefinição em assuntos relacionados com o coração, saúde ou futuro.

Estará a nossa vida escrita nas estrelas? Seria bom! Talvez fosse meio caminho andado para evitar desgraças e desgostos. A malta toda recorreria às cartomantes ou astrólogos, estes leriam as estrelas e a coisa resolvia-se!(demasiado fácil, sem emoção)

E em relação ao amor? “Relações perfeitas com virgenianos, só com caranguejo ou peixes!” E se calha apaixonar-me por um touro? “Ah, desculpa, não vai dar, és touro….A nossa relação jamais dará certo, esquece lá isso!”.

No entanto, em tudo o que possamos ler a respeito de nós, quer seja através dos signos, dos números ou das estrelas, encontramos muita verdade. Acaso? Coincidência? Talvez não.

Penso que só acreditamos no que queremos, tal como só ouvimos o que queremos ouvir. Assimila-se a parte boa, o resto ignora-se. Dependerá também da nossa disposição, do nosso estado de espírito, da nossa situação amorosa (mais ou menos solitária, mais ou menos desesperada…)

E almas gémeas? Existirá uma alma gémea para cada um de nós? Existirá uma tampa para cada tacho (como diz uma grande amiga)?

Não sei se alma (s) gémea (s), mas o facto é que já conheci pessoas na minha vida com quem o entendimento é tão perfeito, tão fácil, tão completo…Pessoas que me atraem pelo seu intelecto, maneira e forma de estar na vida, sentido de humor, que sabem e conseguem ler-me, ver-me, ouvir-me…mesmo sem palavras.

Alma gémea?

Talvez! Como continuo sozinha (diz a “ciência” da numerologia que se deve o facto a eu ser uma “Exigente” – número 7), ou eu estava/estou muito distraída, ou fui demasiado incompetente para não a saber agarrar e deixá-la fugir!

Viver cada dia, acreditar em nós e dar o nosso melhor. Sem números, signos ou estrelas. Esta é a minha filosofia e não me tenho dado nada mal!


MMarques

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Educar!


Os pais de hoje estão completamente desorientados, perdidos. Tornaram-se reféns das pestes dos filhos e teimam em afirmar que este tipo de educação é um “processo novo, mais actual, menos castrador”.

Estão a criar, isso sim, verdadeiros delinquentes, selvagens, egocêntricos, fracos, sem espírito crítico, pouco lutadores, nada ambiciosos. Estão a ajudar a formar futuros homens/mulheres sem carácter, egoístas, vaidosos, supérfluos!

Isto visto assim parece uma visão demasiado pessimista, mas quando assisto de perto às maiores atrocidades, cujos protagonistas são homens e mulheres instruídos, supostamente bem formados, fico vazia!

Assisto diariamente a conversas e a cenas como estas:

O “filhote” no carrão da mamã ou do papá, a fazer uma enorme birra, e a mamã ou o papá, do lado de fora do carro há horas, numa enorme calma, dizer:

“Ó filhinho, vá, temos que ir embora. Venha lá, está muito frio e a mamã tem que ir trabalhar! Vá, a mamã logo, quando o vier buscar, traz aquele carro que o menino viu ontem no Toy R Us, que custava os olhos da cara.”

No supermercado:

“Vá, escolha lá o que quer levar hoje. Só uma coisa, tá bem? Já sabe que é uma coisa por dia, não interessa nada que amanhã perca o interesse, ou que já não caiba no quarto dos brinquedos!”

Quando chega da escola:

“Ai o menino trouxe um recado na caderneta? Então porquê? Sério? Espetou uma caneta no olho do colega e mandou o professor para o c ....? Ai a mim parece-me um exagero! Ser suspenso? Há coisas piores. Vou já amanhã falar com o professor!”

À mesa:

“Olhe só o que a babá fez para o jantar: uma posta de peixe fresquinho, grelhado, com feijão verde e arroz. Uma delícia! Não qué quido? Não gosta? Pronto, pronto não chore. Vá, a babá vai já fazer um bife com batatas fritas, ou prefere um búrguer? Pronto quido, acalme-se lá. A mamã até o deixa ir comer no tabuleiro para perto da tevisão, ok? E se quiser depois até dorme com a mamã e com o papá!”

Perante situações como estas (e tantas outras poderia eu contar) o que dizer???

Que espécie de anormais estão vocês pais a criar?

Aprendam a dizer NÃO !! Não é uma palavra tão pequena, tão fácil de dizer e melhor, melhor, é que não carece de explicações. Não, é não! Porque sou eu que mando, porque sou eu o pai, porque sou eu quem sabe o que é melhor para ti!

Mais ainda: deixem-nos cair, correr, experimentar, sujar, ser autónomos, desenvencilharem-se sozinhos, deixem-nos crescer, porra!

Deixem-se de tretas e comportem-se como PAIS!


MMarques

BOM DIA SRªMINISTRA!

Os professores voltaram a sair à rua a um sábado. Em maior número do que em Março passado.

Não conheço, na democracia portuguesa, nenhum grupo profissional que tenha expressado de forma tão massiva o seu descontentamento. Mais de 80% da totalidade dos seus membros é muita gente. Entre eles estão dezenas de milhar de eleitores do partido que está no Governo.

A socióloga emprestada à Educação devia ser a primeira a compreender o significado dos números. Mas não. Prefere fingir continuar a reinar com tranquilidade e determinação contra tão esmagadora prova de insatisfação. A pensar apenas na maquilhagem de estatísticas para inglês ver.

A birra, a caturrice, o aferro, a obstinação, não são pose de Estado. Evidenciam, isso sim, a pose do estado de fraqueza de convicções sobre a Educação. E esta sob a físsil casca de um autoritarismo de má memória.

A teimosia paga-se com teimosia. É um convite a que se faça o menos possível sob a capa do mais possível. Um relatório de desempenho docente também pode ser uma peça de ficção. Um professor contrafeito estimula melhor a sua imaginação para a inércia pró-passiva. Quem se trama é o aluno que precisa a serenidade da paixão e da alacridade do professor na escola.

Muitos pais não entendem isto. Até mesmo o seu representante vitalício, Albino Almeida, futuro presidente da Confederação dos Avós e Bisavós de Portugal. Já veio mostrar preocupação por uma putativa greve dos professores - um direito constitucional inalienável -, em Janeiro do próximo ano, que não se sabe se virá a acontecer. O ministério, para além de já o ter remunerado e bem, devia condecorar este seu virtuoso virtual 'secretário' de Estado para os assuntos da família. A untuosa bajulice merece alvíssaras.

Os professores ganharam a unidade entre si. Mas ainda não ganharam o coração dos portugueses, nomeadamente o dos encarregados de educação. E precisam.

Precisam de aclarar que querem avaliação objectiva. Que não são todos iguais como gémeos univitelinos. Que estão a favor do princípio de que o balda (e existe) deve ser penalizado, na progressão na carreira, face ao professor empenhado.

Sendo essa a vontade inequívoca da maioria, a mensagem não tem passado. Os professores devem esforçar-se por esclarecer que estão submergidos em papel numa avaliação criada, em 'copy/paste', do modelo chileno. Que a sobrecarga burocrática é feita à custa da energia que devia estar na preparação das aulas e nas actividades curriculares. Que não há universalidade, nem equidade, na avaliação uma vez que cada escola inventa, como pode, a sua.

E que não faz sentido que um professor de Matemática seja avaliado pelo colega do lado que é professor de Educação Visual. Ou que um professor de Francês avalie um colega de Inglês. Ou que, numa escola secundária que conheço bem, um professor doutorado, com a mais alta classificação, não seja 'titular' e esteja a ser avaliado por uma colega que é apenas licenciada. E não é titular porque esteve uns anos a trabalhar como um moiro para... fazer o doutoramento!

E muitas outras coisas especiosas que este modelo de avaliação contempla e que quem não está nas escolas desconhece. Que, por exemplo, é o ministro das Finanças quem estabelece as quotas que, em última instância, determinam o número de professores com 'Muito Bom' ou 'Excelente'. E que, para ter 'Excelente', o professor tem de ter zero por cento de faltas. Se tiver de prestar a última homenagem a um familiar próximo, e faltar, azar! Enquanto há avaliadores que são obrigados a deixar os seus alunos do 12.º ano sem aulas. Para quê? Para avaliar colegas!

Excelentes professores, esses sim, que deram uma vida à escola, profundamente desmoralizados, estão a pedir a aposentação antecipada. Com penalizações substantivas, nas suas pensões de reforma, vão para casa. Não seria mais económico, e mais sensato, mandar para casa apenas uma senhora? Quem diz para casa, diz para a universidade. Claro. Para exercer na plenitude a sua vocação autoritária, perdão, a sua autoridade... científica!

Por: José Alberto Quaresma

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Detesto pessoas carrancudas!

As pessoas deviam ser obrigadas a tirar um curso de formação pessoal, de boas maneiras. Deviam ser obrigadas a permanecer bem-dispostas e com um sorriso, pelo menos enquanto estivessem em contacto com os outros.

Para descomprimir, seria dada a oportunidade de, pelo menos 3 vezes por semana, frequentarem um ginásio ou algo do género, onde pudessem (à vontade e sem restrições), insultar outros, gritar, esmurrar bonecos ou paredes. Uma espécie de terapia, de gestão da raiva, da ansiedade.

Não quero ser ingénua e ignorar que existem pessoas com histórias complicadíssimas de vida, dramáticas até, e que para estas este esforço não é exequível. Contudo, outras há que, independentemente da vida que levam, da sorte que têm ou não, são carrancudas, desagradáveis, por natureza.

Quantas pessoas existem neste país que consigam gratuitamente elogiar alguém, do género “Estás linda”, “Hum…estás mais magra, aposto!”, “Namorado novo? Só pode, pareces mais nova!”?

Poucas, muito poucas! Para a maioria do portuguesinho, o discurso mais comum é:

“Eh Zé, estás tão gordo!”

“Ai, não gosto nada de te ver com essas calças, ficas com o rabo 3 vezes maior!”

“Estás mesmo igual à tua mãe!” (esta então - salvo raras excepções - é do pior!)

Bolas, custará assim tanto agradar alguém?


Às vezes poderá não ser fácil, (visto que certas qualidades como beleza ou simpatia, poderão ser escassas para alguns…) mas basta fazer um esforço e encontrar uma coisa, uma coisita, de positivo e fazer um comentário agradável (como dizia a minha irmã) nem que seja:

“Há tanto tempo que não te via! Já lá vão o quê? 20 anos? Estás, estás..., as tuas mãos estão lindas!”

Quando me dizem “Estás linda!” é bom, mesmo bom...meio caminho andado para que o dia me correr bem. Sinto-me confiante, o que facilita a comunicação com os outros, possibilitando contagiá-los com um sorriso, com simpatia.



E tu, já elogiaste alguém hoje? Atreve-te!

MMarques




segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Hoje sonhei contigo!

Ainda consigo sentir o teu cheiro, as tuas mãos cravadas no meu pescoço, o sabor dos teus lábios quentes, a firmeza do teu corpo contra o meu…

E pronto! É apenas esta a imagem que permanece, provavelmente sinal de que estou velha. O resto do sonho, os pormenores, não me consigo lembrar.

Quando somos novos (pelo menos aconteceu comigo) os sonhos são recorrentes, diários, espontâneos e muito reais. Lembramo-nos ao pormenor e conseguimos, na íntegra, relatá-los.

Hoje são poucas as vezes que isso acontece. Apenas uma ideia, uma imagem.

Para os recordar, é necessário fazer um exercício de memória imediatamente após o acordar, verbalizando o sonho para que não o esqueçamos. Ainda assim nem sempre é possível.

Provavelmente sinal do tempo, resultado do cansaço, de uma vida activa mais cheia de verdades, do que é real, fazendo-nos esquecer o que significa sonhar.

Ainda hoje sei como é bom voar. Era um sonho recorrente dos meus tempos de miúda e tão real que ficou esta sensação que ainda hoje perdura. Conheço de cor o jardim da casa dos meus pais, o seu prédio, visto de cima, bem do alto. A textura das nuvens, o ar fresco e leve da noite.

Hoje sonhei contigo! Apesar de não me lembrar de todos os pormenores, resta-me a imaginação (essa sim não me falta) aliada às sensações que ficaram. Assim posso dizer-te que o sonho foi exactamente como o imaginámos…um dia!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008





BOM DIA!!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Esperar...

“Saber esperar é uma virtude”. Disse-mo a minha mãe, já o dizia a minha avó.

“Quem espera sempre alcança”, “Quem espera, desespera”…

Esperar. Odeio esperar e não gosto que esperem por mim.

Sou normalmente (pelo menos esforço-me por isso) uma pessoa pontual.

Esperar que uma desgraça aconteça, sofrer por antecipação, também não faz parte do meu feitio, raramente me acontece. Sou por natureza uma optimista, descontraída.

Situação diferente é ter de esperar por uma coisa má, uma notícia, que sabemos, temos a certeza, que vai acontecer. É angustiante, o desespero absoluto.

Mas e esperar por uma coisa boa? Aquela notícia que aguardamos ansiosos que chegue, uma carta, um e-mail ou uma mensagem de quem nos quer, uma festa que imaginamos poder ser fantástica, reveladora de coisas boas ou rever um grande amigo que há muito não vemos?

Esperar por algo bom é muuuuito mais difícil, pode chegar mesmo a ser doloroso!

Sentem-se as horas, os minutos, os segundos passar e o dia, o acontecimento, parece teimar em não chegar!

No entanto, é bom, é muito bom!

Pior, e já me aconteceu (mais vezes do que desejaria), é quando esperamos nervosos por uma coisa boa, a imaginamos, a idealizamos, e no fim esta se revela uma enorme decepção, uma verdadeira desilusão!

Aprender a não esperar, aprender a relaxar, a não antecipar, este é o verdadeiro desafio! Não pensar…

MMarques

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Era minha intenção falar sobre este dia, 5 de Novembro de 2008, marcado pela eleição de um negro, para Presidente dos Estados Unidos da América. O democrata Barack Obama fez história!
Muito podia dizer-se sobre estas eleições marcadas pela diferença, pela mudança dos tempos que levaram duas mulheres (Sarah Palin - candidata à vice-presidência republicana e Hillary Clinton nas primárias democratas) e um negro a lutarem pela Casa Branca, mas não sendo eu pessoa para fazer (nem saberia como) comentários ou análises políticas, deixo isso para quem sabe e concentro-me rapidamente noutro assunto...
Estou no comboio a tentar escrever sobre assunto tão importante a nível mundial (numa tentativa de parecer um pouco mais culta, intelectual até), quando de repente cruzo o meu olhar com um homem e me distraio. Distraio-me completamente! Mas o que há com os homens fardados?
Tenente ou coronel, não faço ideia, conseguiu atrair o meu olhar, bem como o das 50 mulheres que se juntaram naquela carruagem, vá-se lá saber porquê...
Dei por mim a tentar despi-lo e imaginá-lo...vestido, mas vestido como o comum dos mortais. Continuaria a ser assim tão interessante?
Foi então que me lembrei, sem conseguir conter uma gargalhada, do Acampamento Nacional de Escuteiros, em 92.
Sempre bem fardados em campo, viemos a conhecer um grupo de escuteiros do Porto. Malta muito porreira, super animada, muito engraçados. Digamos que (uns mais do que outros) chegaram mesmo a ficar entusiasmados...
Com o convite do meu futuro cunhado para que viessem ao seu casamento (com a minha irmã, claro está), eles vieram a Lisboa.
Provavelmente o meu cunhado não se lembrará dos comentários e da risota que foi (pois não estava nas melhores condições físicas...), mas recordo-me como se fosse hoje, do momento em que os vimos à porta da igreja!
Esmeraram-se, sem dúvida! Desde o belo fatinho "beije", bastante curto, que deixava adivinhar a peúga branca, o sapatinho engraxado preto ou castanho, a gravata da moda e, como não poderia deixar de ser, o monte de gel no cabelo, conferindo-lhe aquele ar pastoso, sexy!
Ao olhar para o tenente ou coronel questionava-me se poderia ser ele também uma desilusão. Seriam todos? Fato de treino roxo ao fim-de-semana, muito bem depilado (moda agora dos metrosexuais, bahhh), roupão de cetim, e carregado de perfume...
Melhor mesmo será deixar os homens fardados fazerem parte apenas das nossas fantasias sexuais e concentrarmo-nos naqueles que não se fardam, que são o que são, sem surpresas!

MMarques

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Metro

Quem nunca andou de metro devia experimentar!

Andar de metro em hora de ponta é surreal. É uma experiência única, diria mesmo, cultural!

Ser esborrachada por homens e mulheres, gordos e magros, altos e baixos, entre perfumes e suor, é do melhor!

Tudo começa ao chegar à gare. Esperamos em pé que o metro chegue, entre milhares de gente inexpressiva, ainda ensonada e com o semblante próprio de quem vai enfrentar mais um dia de trabalho. A gare do Cais do Sodré (para quem não sabe) tem uma plataforma e de cada lado uma linha. Nunca sabemos de que lado vem o comboio, por isso espera-se...

Quando de repente se ouve um "tlim" e, olhando para cima, do lado esquerdo ou do direito, consegue ler-se "Sentido Telheiras".

Ao sinal do "tlim", as pessoas movem-se todas para o mesmo lado, atropelando-se sem dó nem piedade, para serem os primeiros a entrar. O comboio pára e as portas abrem-se..."Eu não fico de fora" parece ser o pensamento geral. Toca a empurrar! Crianças no meio, velhos, mães com bebés ao colo? Isso não interessa nada, "eu quero é entrar". Cabe sempre mais um. Empurra-se mais um pouco, dá-se uma cotovelada ou um apalpão no rabo de quem está à frente e...cabemos todos!

É o vale tudo, até ficarmos completamente entalados, esborrachados, a respirar com o nariz enfiado nos cabelos ou no sovaco de alguém (que com alguma ou muita sorte cheiram a lavado) …


Depois da primeira paragem, ficamos um pouco mais à vontade. Aí, já conseguimos admirar, em todo o seu esplendor, o TUGA!

Há o Tuga intelectual, sempre com a sua gabardine ou sobretudo bem alinhado, com headphones nos ouvidos e acompanhado do seu livro, concentrado, evitando a todo o custo o cruzamento de olhares.

Depois temos o Tuga, Tuga! Sempre cheio de sacos, gordinho e baixinho, sempre atento a ver se apanha um lugar livre. Eles, os Tugas homens, passam o tempo a admirar as mulheres com aquele ar muito profissional, muito cheirosas e com grandes decotes...babam-se!

Já as mulheres Tuga, Tuga, apresentam os sapatos gastos de tanto andar, sempre rasos. As roupas típicas do "chinês", sempre iguais e sem graça, de quem não tem dinheiro nem tempo para se dedicar a estes prazeres, a estes cuidados.

Vemos ainda o Tuga estrangeiro. Aquele que é português mas que fala brasileiro, crioulo, chinês ou croata. Estes, são cada vez em maior número. Chegam ao nosso país como se cá tivessem nascido, cheio de certezas e de direitos. Os costumes? A tradição? Essa continua a ser a sua, a do seu país. Eles (nós) que nos adaptemos!

Andar de metro pode ser de facto enriquecedor. Quem nunca experimentou, experimente!

MMarques

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Consciência


O ser humano é um animal complicado.

Racional? Nem sempre.

Quantas vezes desejamos, esperamos, necessitamos, controlar os nossos pensamentos, a nossa cabeça?

De facto é "ela" que manda. Incontrolável, inesperada, por vezes insensata, insegura, imprevisível.

A nossa cabeça, tem mistérios incontornáveis. Sem darmos conta já dissemos ou fizemos o que não queríamos, o que a nossa consciência (também ela parte da nossa cabeça) nos dizia para não dizer ou fazer…tarde demais!

A cabeça controla tudo! A ansiedade, o nervosismo, a paixão, o ódio, a preocupação, o que já passou e o que ainda está para vir. Revela-se através das palavras, do suar das mãos, do embrulhar do estômago, do tremelique das pernas, da carência de sono, da desconcentração no trabalho…

Como controlar a cabeça? Existirá remédio, mezinha, solução?

Para mim, e nem sempre com os melhores resultados, só há um: Trabalho, trabalho, trabalho!

Em determinada altura da minha vida, perante o inevitável desespero, frustração, medo, insegurança e tristeza, foi assim que aconteceu. Decidi ocupar a minha cabeça, sempre. Rodear-me de amigos, obrigar-me a sair de casa e nunca, mas nunca, deixar transparecer o meu estado de… desespero (não encontro outra palavra).

Se esta é (para mim) uma verdade que se aplica a este tipo de depressão provocada pela tristeza, deveria aplicar-se também à excitação, ao que há de bom, de novo, de inesperado...à expectativa. Mas não! O estado de alheamento toma conta de mim. O sorriso parvo que se estampa na cara e, mais uma vez, a "revolta estomacal", o fraquejar das pernas, as insónias, a desconcentração no trabalho…

Ainda ontem, em conversa com uma amiga, comentávamos isso mesmo. O poder que a nossa cabeça tem sobre nós, sobre as nossas vontades, sobre a nossa… consciência.

Consciência!

Sendo a sua definição a consciência do eu sobre si mesmo, a distinção entre o bem e o mal, a moral, a aprovação e desaprovação, onde está ela quando mais precisamos? Por que razão a ignoramos nós? Por que não a controlamos? Será pelo desafio? Pelo testar das nossas competências, das nossas capacidades?

Conheço algumas pessoas que parecem controlar na perfeição as suas “cabeças”. Será mesmo assim, ou terão elas encontrado uma fórmula que lhes possibilite transmitir esta verdade que não é mais do que uma falsa verdade?

Aguenta-te amiga! Encontra tu a tua fórmula. Não deixes que a tua cabeça prevaleça sobre a tua consciência, podendo transformar o que é óptimo, fantástico, em algo mau e doloroso.

MMarques

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CRESCER!

A idade é uma coisa engraçada! Sentimos os anos passarem por nós (o que é inevitável) ganhamos responsabilidades, rugas, cabelos brancos. O nosso discurso muda, tornamo-nos crescidos.

A sociedade exige de nós atitude, comportamento adequado, controle.

Mas será que mudamos tanto assim?

É engraçado perceber que eu, com 35 anos, sou considerada uma miúda aos olhos dos mais velhos, no entanto, madura, velha, aos olhos dos mais novos.

Facto é que quando me vejo ao espelho ainda me vejo como uma miúda! Cheia de sonhos, dúvidas. Apesar de já não conseguir ignorar por completo os cabelos brancos, os pés de galinha, o peito mais descaído, as estrias do corpo marcado pela maternidade, por dentro, sinto-me uma miúda.

E quando conhecemos alguém dos seus vinte e poucos anos e, de repente, nos tratam por “você”???

Às vezes penso o que a minha sobrinha de 14 anos sentiria se pudesse observar de fora as conversas que tenho com as amigas que conheço há 20 anos (20 anos, bolas, e é assim que nos fazemos velhas!)

Quando estamos descontraídas, sozinhas, em plena galhofa, conseguimos ser completamente descaradas, desbocadas, idiotas, descontroladas, patetas…Acontece muitas vezes, quando não estamos na presença de pessoas mais velhas ou mais novas, que nos obriguem a estar contidas. Como se o tempo não tivesse avançado e ainda tivéssemos 15 anos.

É fácil entender (para quem tem 35 anos e muitas vezes se sente com 15) por que razão há idosas que se dizem sentir como mulheres novas presas num corpo de velha.

A idade é um posto, sempre ouvi dizer. De facto a idade traz-nos sabedoria, conhecimento, reconhecimento, estatuto!

Eu? Eu não tenho medo de envelhecer, mas sim do dia em que me tratem como uma velha.


MMarques


24 de Outubro de 1143


Era uma noite de Inverno. A chuva caía intensa, em gordas gotas de água. O som dos trovões fazia estremecer a terra e os raios rasgavam o céu com tamanha fúria que parecia que o mundo ia acabar…

Os lobos uivavam, as corujas gritavam, os morcegos gemiam e os abutres aguardavam…a Morte estava à espreita!

Naquela noite, os gambuzinos estavam inquietos. As mães gambuzino contavam histórias aos seus filhotes para os sossegar e os gambuzinos machos, velhos e novos, estavam atentos. Preparavam-se para o pior.

Quando de repente….

TUM! TUM! TUM!

Olharam uns para os outros e estremeceram. Fez-se um silêncio terrível!

O mais pequeno dos gambuzinos, o PirilauJaquim, afoito e destemido, avançou sem medo…

Destrancou uma, duas, três, quatro trancas e abriu a porta…

Do lado de fora, uma figura sem rosto, vestida de preto, tão alta, tão alta que parecia não ter fim, inclinava-se sobre o gambuzino franzino e indefeso.

As mães gambuzino fecharam os olhos, apertaram contra si os seus filhotes e esconderam-se onde conseguiram.

Os gambuzinos machos, embora se tivessem preparado para aquele momento, petrificaram! Suavam das mãos, dos pés, das orelhas, dos olhos…Não conseguiam respirar…

Só o pequeno Pirilau, na sua inocência (pois não entendia o que se estava a passar), permanecia calmo e sereno.

Olhou para cima e num só gesto estendeu a mão à Morte e convidou-a entrar.

- Sai da chuva. Vais-te constipar!...

A Morte, admirada e surpresa, estendeu a sua mão, deixou-se tocar e entrou.

O pequeno Pirilau, puxou uma cadeira e ofereceu-a à Morte. Olhou em volta…Ninguém se mexia. O tempo parecia ter congelado.

Foi buscar um pouco de sopa quente que a sua mãe fizera e ofereceu-a.

A Morte, sem dizer uma palavra, colher após colher, comia com satisfação.

Olhava em redor à espera de encontrar o desespero, a desconfiança, a doença, a amargura, o egoísmo, a tristeza … Mas nada viu!

À sua volta descobriu criaturas minúsculas, com expressividade, sem malícia. Foi invadida, sem esperar, de uma sensação quase mágica, nunca experienciada.

Sentada naquela pequena cabana, toda ela feita de madeira, admirava como esta transpirava de esforço colectivo, amor incondicional, como respirava dedicação e orgulho.

De repente, interrompendo os seus pensamentos, o pequeno Pirilau perguntou:

_ Quem és tu? Como te chamas?

_ Eu? Eu sou a Morte!

_ Ui, que nome tão feio! Não tens outro?

Surpresa, a Morte respondeu:

_ Outro nome? Não, sempre me chamaram assim…

_ Deixa, tenho 103 irmãos e cada um com um nome mais esquisito do que o outro. Eu sou o PirilauJaquim, depois há o João Minorcão, a Carolina Rabina, o Vasco Brincalhão, o Miguel Orelhão, o Eduardo Comilão, o Fred Pintarolas, a Rita Teatral, a Locas Beijocas, a Sara Risonha, a Rosarinho Docinho e a Rita Princesa. Como vês, só nomes esquisitos. Pensando bem, Morte não é assim tão mau.

Como que por magia, à medida que o PirilauJaquim dizia cada um dos nomes dos seus irmãos, a Morte diminuía um centímetro. Na sua cara iam-se formando uns grandes olhos, delineando-se um bonito nariz, desenhando-se uma pequena boca e as maçãs do seu rosto, ficando coloridas…

Durante aqueles momentos, a chuva parou, os relâmpagos sossegaram, os trovões cessaram…A casa dos gambuzinos, a pouco e pouco, enchia-se de luz!

Os pequenos gambuzinos, um a um, foram-se aproximando da Morte sem medo.

Uns puxavam as suas vestes, outros sentavam-se ao seu colo, brincavam com as suas orelhas, esticavam os seus lábios, contavam os dedos das suas mãos…

Não tardou que se ouvissem risos, histórias, muitas histórias, anedotas até!

Durante cerca de uma hora a Morte não abriu a boca. Apenas sorria, ria, gargalhava, com as cócegas que os pequenos lhe faziam, com as histórias que lhe contavam.

Sem mais, levantou-se calmamente e encaminhou-se para a porta. Passou as mãos pelas antenas de cada um dos pequenos gambuzinos e disse:

_ Está na hora de ir embora. Já não chove…

Os gambuzinos viram-na partir e ainda conseguiram ouvir um “Obrigada”.

Desde esse dia, até aos dias de hoje, os gambuzinos são poupados pela Morte.

Vivem há centenas de anos. Onde? Ninguém sabe. Há quem diga que já os viu, mas até hoje ninguém o conseguiu provar. Por isso as crianças, de geração em geração, se entretém a correr atrás dos gambuzinos, em noites de lua cheia. Eles, os gambuzinos, brincam com elas às escondidas, sem nunca se deixarem apanhar…

Vitória, vitória acabou-se a história!


GambuzinaBocaDaço

Akatoka 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Divagações…


A Psicologia da Escrita é o ramo da Psicologia que estuda a escrita na
sua vertente de expressão gráfica…”

Blá, blá, blá…

Será que efectivamente a nossa escrita reflecte aspectos da nossa personalidade? Tendências, predisposições?

Não vou (nem poderia) dissertar sobre a psicologia da escrita, mas fico curiosa…

Recebi um recado escrito pela mão de um homem e, ao contrário do que esperava, a sua letra era miudinha, muito bonita e muito certinha.

Claro que foi motivo para, no meio de amigas, fazermos as nossas observações (gajas!).

Àquele homem (que muitas de nós desconheciam pessoalmente), associávamos, pela sua voz grave e sedutora, pela sua forma de falar, e conteúdo das conversas, virilidade, rebustez…Mas a sua caligrafia não era (para nós), compatível. Aquele homem (para nós), seria acima de tudo, Sensível! O que não é em nada depreciativo, entenda-se.

Será que as considerações que fazemos, a nossa sensibilidade, têm algum fundamento?

O que nos diz uma carta suja, mal apresentada, cheia de gatafunhos? Eu diria ser de uma pessoa desorganizada, confusa, pouco asseada…

E uma caligrafia desenhada e original? Certamente seria de um artista, de um génio!

Fica a questão: O que dirá a minha caligrafia de mim?

MMarques

Não faças o que eu faço, faz o que te digo


Quantas vezes por dia dás conselhos a alguém? Quantas vezes por dia opinas, mesmo sem te pedirem opinião?

“Achas mesmo? O que farias se fosses tu?” Esta será talvez a pergunta mais frequente entre dois amigos. E como bons amigos que somos, temos normalmente uma resposta pronta, um conselho, como se se tratasse de uma verdade absoluta.

“Ouve, se fosse eu…”


Tretas! A verdade é que quando é connosco nunca reagimos ou fazemos o que aconselhámos outrora, em determinado momento, sobre determinada situação, principalmente quando se trata de assuntos do coração (até rimou…)

Quantas vezes o amigo vulnerável, apaixonado, sensível, põe os pés pelas mãos e faz as coisas mais absurdas e disparatadas, fica estupidificado, alheio e nós, prontamente, o criticamos “Vê lá o que estás a fazer…Estás a ser um totó…Estás a dar muita confiança, muita bandeira…Não lhe ligues já…Faz-te de difícil…Mostra-te desinteressado…”

E quando nos toca a nós??? São válidos para nós os nossos próprios conselhos? Razão ou emoção?

Quantas vezes falaste contigo ao espelho, tentando chamar-te à razão? Esbofeteando-te para que te controles…Repetindo para ti aquela lengalenga que costumas apregoar?

“No amor não há razões”, lá diz o fado, assim como o poeta “O amor tem razões que a própria razão desconhece”

Em matéria de amor, somos uns verdadeiros idiotas, aparvalhamos, tornamo-nos reféns…da emoção!

Ah, pois é…


MMarques

quarta-feira, 29 de outubro de 2008




Dia indefinido, de um mês qualquer, de um ano ainda não chegado…

Ele lá estava à hora marcada. Charmoso, como sempre, com os seus olhos despidos de óculos de sol, deixando que o seu olhar meigo penetrasse no meu, apesar da claridade ainda presente naquele fim de tarde quente.

Há muito que aguardávamos, expectantes, a chegada deste momento.

Sob uma paisagem paradisíaca, num moinho rústico qualquer, sentámo-nos na mesa do canto, escondidos dos olhares mais indiscretos, numa tentativa de fazer parar o tempo.

Eu, que naquele momento não era eu, junto dele, que deixara de ser ele, completamente absorvidos pelo ambiente, saboreávamos cada olhar, cada gesto…De frente um para o outro conseguíamos sentir o estremecer dos nossos corpos, em arrepios sem fim, o acelerar dos nossos corações, numa batida em uníssono.

Era o culminar de um jogo de sedução, iniciado há muito…

Este era o cenário perfeito, criado pela nossa imaginação, para uma fantasia que não podia, não deveria, passar apenas de uma fantasia, mas que ambos sabíamos, esperávamos, que acontecesse…

Durante o jantar, num diálogo mudo, numa sintonia mágica, aguardávamos pelo momento proibido em que entrelaçássemos, uma vez mais, os nossos corpos ardentes de desejo.

Uma pequena brisa passava pelos meus cabelos e deixava que o meu perfume chegasse até ele, fazendo com que me desejasse ainda mais.

O seu sorriso, a sua maneira de ser, a sua graça espontânea, aumentavam ainda mais em mim a vontade de o ter.

Era já noite alta, quando num gemido assumido de prazer, olhámos um para o outro, sem nada dizer…

Assim aconteceu, num dia indefinido, de um mês qualquer, de um ano ainda não chegado…apenas na minha imaginação!
MMarques
SEDUZIR…

Enganar, corromper, por meio de insinuações ou falsas promessas;
Persuadir à prática do mal ou ao desvio dos bons costumes;
Fazer cair em erro ou culpa;
Desonrar;
Subornar para fins ilícitos;

Seduzir…

Encantar;
Fascinar;
Atrair;
Dominar a vontade de…

Entrar num jogo de sedução pode ser viciante, fascinante, atractivo, perigoso.

…E quando nos tornamos peões num jogo de sedução… É o despertar em nós sentimentos que julgamos esquecidos, sensações inquietantes, vontades que podem chegar a ser imorais…É o sentirmo-nos vivos, despertos, atentos, num frenesim que nos consome…

É o mundo da fantasia, do que poderia ser mas não é. É o constante enganar da realidade, é fugir à rotina instalada, monótona.

Um bom sedutor nunca diz que não, mas também não diz que sim. Um bom sedutor sabe ouvir e ser ouvido. Diz sempre as palavras certas, no momento certo, de uma forma displicente, com graça e encanto…

Um bom sedutor sabe ser provocador quanto baste. Um sorriso, um gesto, um toque suave, um beijo quente, nunca prolongado, provocando excitação e vontade de querer sempre mais…

Um bom sedutor não se esforça, fá-lo simplesmente. Fá-lo desde que acorda até que se deita. No trabalho ou em casa, até na rua. Fá-lo com Velhos e novos, homens e mulheres.

Claro que há vários tipos de sedutores.

Aqueles que seduzem sem maldade, apenas porque querem estar bem com tudo e com todos. São naturalmente simpáticos, sorridentes, bem dispostos.

Depois há os sedutores que o são conscientemente, mas apenas com o sexo oposto, quando e como querem. São normalmente pessoas frias, calculistas, muito inteligentes (e sabem-no) verdadeiros cabrões, que só se consideram a si próprios, que ofendem qualquer um e que estão em permanente conflito com o mundo, com excepção da mulher (s) que querem como sua (s). Para as conquistar são capazes de tudo. A sua sedução é agressiva, carnal, sexual… excelentes amantes!

Há ainda os sedutores natos, que inconsciente ou conscientemente seduzem. Não se conseguem controlar. Seduzem através das palavras. São bons conversadores, inteligentes, astutos, românticos sem nunca exagerar, sem nunca serem cansativos ou perturbadores.

E por fim os sedutores melgas. Aqueles que não são espontâneos, que se esforçam por ter graça, por serem sensuais, graciosos, assertivos…Aquele tipo de sedutor que nos repugna. Exageradamente românticos, pegajosos, por vezes inoportunos.

Ser sedutor… não é para todos!

MMarques