Hoje, apesar do inchaço da tua cara, ao qual ainda não me habituei, achei-te muito melhor e mais animado. Felizmente conseguiste dormir, ao fim de sei lá quantas semanas de pequenos sonos desassossegados… Aguentando a dor agonizante que teima em vencer-te.
Tenho medo! A história repete-se…Já lá vao quantos? 22, 23 anos? Recordo-me da sensação angustiante, frustrante, desesperante pela qual todos passámos. A dúvida, a incerteza do que viria a ser a tua vida mãe, a tua, pai, as nossas.
O meu mundo não existe, não pode existir de forma completa e equilibrada, sem os dois.
Apesar da idade, do corpo feito, das rugas (embora ainda envergonhadas) a verdade é que quando me vejo ao espelho ainda vejo a mesma menina de sempre. Aquela miúda refilona, teatral, que sempre vos fez sorrir, que sempre vos soube roubar uma gargalhada, mesmo que nos momentos mais difíceis. A mesma menina que também vocês ainda vêm, certamente.
Tenho medo! A história repete-se…Já lá vao quantos? 22, 23 anos? Recordo-me da sensação angustiante, frustrante, desesperante pela qual todos passámos. A dúvida, a incerteza do que viria a ser a tua vida mãe, a tua, pai, as nossas.
O meu mundo não existe, não pode existir de forma completa e equilibrada, sem os dois.
Apesar da idade, do corpo feito, das rugas (embora ainda envergonhadas) a verdade é que quando me vejo ao espelho ainda vejo a mesma menina de sempre. Aquela miúda refilona, teatral, que sempre vos fez sorrir, que sempre vos soube roubar uma gargalhada, mesmo que nos momentos mais difíceis. A mesma menina que também vocês ainda vêm, certamente.
Apesar da idade, de ser mãe, também eu preciso de colo! Do teu colo mãe. Das tuas mãos fortes pai. Preciso saber que estão sempre lá. “Lá” é o meu porto seguro, a minha consciência, a minha vida. “Lá” é onde estarão sempre as minhas lembranças, o vosso cheiro… As tuas mãos delicadas, o teu cabelo teso, sempre muito bem arrumado e a tua pele perfumada, fofinha; O teu vozeirão, que não se deixa confundir nem entre multidões, as tuas mãos grandes, o teu fungar, o teu cabelo sempre igual e que teimas ser tu a cortar, o teu bigode sempre muito bem aparado… agora branco.
Ver o Mica chorar... vê-lo relembrar as caminhadas que fez pela praia contigo, as partidas de ténis, as horas passadas na garagem...;
Ouvir o Mica dizer "que saudade", do mimo, do gozo, do apoio nos t.p.c, das histórias que te ouvia contar antes de se deitar...
Preciso tanto de ti Mãe!
Preciso tanto de ti Pai!
...
28 de Janeiro de 2010