terça-feira, 18 de novembro de 2008



Dou a mão à palmatória: Afinal os homens conseguem ser muito úteis!

Claro que não me refiro à sua "utilidade" enquanto machos reprodutores, enquanto sedutores e amantes, essa é inquestionável! Falo daquelas outras questões em que eu, mulher solteira, habituada a estar sozinha, gosto de afirmar que domino e que deles (dos homens) não sou refém... (a não ser que faça aquele velho truque para os conquistar...o truque da Loira Burra - "Ai, a cortina caíu, e agora? Podes ajudar-me?" "Fiquei às escuras, a lâmpada fundiu-se...Podes cá vir?")

Eu, sempre tão desenrascada, habituada a carregar com bilhas de gás, montar móveis, fazer até instalações eléctricas, mudar pneus de carro (verdadeira expert), hoje, perante a minha “incompetência” (lá vem esta palavra que me persegue) fui obrigada a chamar um homem! E porquê? Computadores!

Esses bichos electrónicos com cérebro, com vida própria, tiram-me do sério (apesar de não já não vivermos sem eles...)

Ele, o homem? Resolveu a questão em cinco minutos, com apenas um clic! O que me irritou ainda mais!!! Seria assim tão fácil?

Como se não bastasse, findado o trabalho, ainda me olhou com aqueles olhos quase paternais, de compaixão, como quem diz “deixa, há coisas que vocês mulheres nunca hão-de compreender, dominar ou fazer...”

Podia ter-me servido de lição, ter ficado atenta e aprender, mas não! Deixei-me distrair pela sua habilidade, pela sua segurança...Por...

Para minha frustração sei que, quando o estupor do meu computador começar novamente a querer falar comigo a língua dos bites ou dos mega, essa língua de trapos usada pelos cibernautas, eu irei voltar a gritar por um homem!

Não sou de todo daquelas feministas que defendem direitos iguais entre os homens e mulheres a todo o custo, tentando abolir o cavalheirismo. De forma alguma! Gosto de ser apaparicada por "eles", gosto daquelas pequenas atenções que fazem a diferença: o abrir a porta, o escolher o restaurante, o pagar a conta, o preparar de surpresas...Mas também gosto de não ter que depender "deles", simplesmente isso!

MMarques


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