segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Consciência


O ser humano é um animal complicado.

Racional? Nem sempre.

Quantas vezes desejamos, esperamos, necessitamos, controlar os nossos pensamentos, a nossa cabeça?

De facto é "ela" que manda. Incontrolável, inesperada, por vezes insensata, insegura, imprevisível.

A nossa cabeça, tem mistérios incontornáveis. Sem darmos conta já dissemos ou fizemos o que não queríamos, o que a nossa consciência (também ela parte da nossa cabeça) nos dizia para não dizer ou fazer…tarde demais!

A cabeça controla tudo! A ansiedade, o nervosismo, a paixão, o ódio, a preocupação, o que já passou e o que ainda está para vir. Revela-se através das palavras, do suar das mãos, do embrulhar do estômago, do tremelique das pernas, da carência de sono, da desconcentração no trabalho…

Como controlar a cabeça? Existirá remédio, mezinha, solução?

Para mim, e nem sempre com os melhores resultados, só há um: Trabalho, trabalho, trabalho!

Em determinada altura da minha vida, perante o inevitável desespero, frustração, medo, insegurança e tristeza, foi assim que aconteceu. Decidi ocupar a minha cabeça, sempre. Rodear-me de amigos, obrigar-me a sair de casa e nunca, mas nunca, deixar transparecer o meu estado de… desespero (não encontro outra palavra).

Se esta é (para mim) uma verdade que se aplica a este tipo de depressão provocada pela tristeza, deveria aplicar-se também à excitação, ao que há de bom, de novo, de inesperado...à expectativa. Mas não! O estado de alheamento toma conta de mim. O sorriso parvo que se estampa na cara e, mais uma vez, a "revolta estomacal", o fraquejar das pernas, as insónias, a desconcentração no trabalho…

Ainda ontem, em conversa com uma amiga, comentávamos isso mesmo. O poder que a nossa cabeça tem sobre nós, sobre as nossas vontades, sobre a nossa… consciência.

Consciência!

Sendo a sua definição a consciência do eu sobre si mesmo, a distinção entre o bem e o mal, a moral, a aprovação e desaprovação, onde está ela quando mais precisamos? Por que razão a ignoramos nós? Por que não a controlamos? Será pelo desafio? Pelo testar das nossas competências, das nossas capacidades?

Conheço algumas pessoas que parecem controlar na perfeição as suas “cabeças”. Será mesmo assim, ou terão elas encontrado uma fórmula que lhes possibilite transmitir esta verdade que não é mais do que uma falsa verdade?

Aguenta-te amiga! Encontra tu a tua fórmula. Não deixes que a tua cabeça prevaleça sobre a tua consciência, podendo transformar o que é óptimo, fantástico, em algo mau e doloroso.

MMarques

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