quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Não faças o que eu faço, faz o que te digo


Quantas vezes por dia dás conselhos a alguém? Quantas vezes por dia opinas, mesmo sem te pedirem opinião?

“Achas mesmo? O que farias se fosses tu?” Esta será talvez a pergunta mais frequente entre dois amigos. E como bons amigos que somos, temos normalmente uma resposta pronta, um conselho, como se se tratasse de uma verdade absoluta.

“Ouve, se fosse eu…”


Tretas! A verdade é que quando é connosco nunca reagimos ou fazemos o que aconselhámos outrora, em determinado momento, sobre determinada situação, principalmente quando se trata de assuntos do coração (até rimou…)

Quantas vezes o amigo vulnerável, apaixonado, sensível, põe os pés pelas mãos e faz as coisas mais absurdas e disparatadas, fica estupidificado, alheio e nós, prontamente, o criticamos “Vê lá o que estás a fazer…Estás a ser um totó…Estás a dar muita confiança, muita bandeira…Não lhe ligues já…Faz-te de difícil…Mostra-te desinteressado…”

E quando nos toca a nós??? São válidos para nós os nossos próprios conselhos? Razão ou emoção?

Quantas vezes falaste contigo ao espelho, tentando chamar-te à razão? Esbofeteando-te para que te controles…Repetindo para ti aquela lengalenga que costumas apregoar?

“No amor não há razões”, lá diz o fado, assim como o poeta “O amor tem razões que a própria razão desconhece”

Em matéria de amor, somos uns verdadeiros idiotas, aparvalhamos, tornamo-nos reféns…da emoção!

Ah, pois é…


MMarques

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