terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Felicidade, uma ilusão?
Na verdade, nunca estamos satisfeitos. Por mais ou melhor que tenhamos, nunca é suficiente, falta sempre qualquer coisa.
Quantas vezes nos encontramos a desejar o que não temos? É tão fácil!
Uma casa melhor, um carro, aquele telemóvel, aquelas roupas? Ser mais magro ou mais gordo, mais alto ou mais baixo, com o cabelo liso se o temos encaracolado, encaracolado se o temos liso?
Difícil é sabermos, termos a capacidade, a humildade, de agradecermos tudo aquilo que temos e sermos gratos por isso.
Saber ser feliz?
Sorrir, rir, gargalhar, conversar, estar entre amigos, entre família...
Uma música perfeita, num momento único;
Uma palavra certa num momento menos feliz;
Um banho quente num corpo cansado;
Um beijo doce num dia amargo;
Um abraço apertado de um filho...
Momentos de felicidade!
A felicidade não é, não pode ser nunca, plena, total, permanente, absoluta. Quem procura incessantemente a felicidade eterna, jamais poderá ser feliz.
Felicidade é vermos os outros crescerem e crescermos com eles. É sabermos aceitar o mau como parte da nossa aprendizagem e não deixar que se repita. É conseguirmos rir de nós mesmos e com os outros. É saber agradecer e desfrutar cada momento como único, sermos verdadeiros, darmos tudo de nós e não esperar nada em troca.
Saber ser feliz é um direito, mas também um dever!
MMarques
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