segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ontem, durante a missa pela morte da minha querida tia Rosália, tive oportunidade de pensar não sobre a morte, mas sim sobre a vida.

O padre que a celebrou é amigo da família e foi o mesmo que celebrou a missa pela morte da minha avó Mitó.

O seu discurso foi muito bonito e tocou-me particularmente.

A morte é difícil de entender, principalmente para a família e para os amigos mais chegados, mas há que encará-la como parte da vida, como uma viagem, uma partida, para um mundo que acreditamos ser melhor.

O que fica depois da morte? As lembranças, o testemunho.

No caso da minha tia, o testemunho de uma vida difícil, cheia de espinhos, mas também de muita coragem, muita alegria e principalmente de muita sabedoria.

Não me lembro de um único dia em que não estivesse a sorrir, um único dia em que não tivesse uma palavra de alento ou de consolo.

Lembro com carinho as suas histórias. Histórias que contava como ninguém, sobre a sua juventude, sobre a família. Era capaz de ficar horas sem fim a ouvi-la...

Ela deixou o seu testemunho. A sua força, o seu carinho, o seu sentido de família, a sua ternura, o seu eterno sorriso...

Queira Deus que eu saiba aproveitar cada dia da minha existência, tal como me foi ensinado pela minha avó, pelos meus tios, pelos meus pais. Com saber, com coragem, com alegria, com justiça, com verdade...para que um dia possa deixar também eu um testemunho assim.

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