Nos cabelos um sopro
Bom dia!
Na pele uma mão quente
Adeus!
Letras que dançam ao som de um tango...
Palavras, sílabas deslumbrantes
Ardentes, perigosas, apaixonantes!
À luz da lua transparente, mentirosa
A chuva fria, ansiosa
Dança loucamente no meu corpo cansado, descontente...
E no aconchego dos lençóis macios
Os pés demasiado frios…Só dois…
O mundo que fora redondo
É agora quadrado
Coberto de arestas
De vértices pintado
Descubro-o e venço
Descubro-me e cresço...
Não sinto nos cabelos brancos um sopro,
Bom dia!
Não sinto na pele quebrada a mão quente
Adeus!
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